Às vezes tenho saudades daquele dia. O primeiro. O último. O derradeiro. Aquele que gozámos juntos. De manhã à noite. Eu apanhei um escaldão e tu um amor para a vida. Foi nesse dia que decidiste que querias partilhá-lo, que não querias amar em vão... Mal tu sabias que também dentro de mim, despoletava um sentimento do tamanho do Mundo há tempos. Não era difícil de prever o que viria a acontecer. Mas mesmo assim, eu tenho saudades desses tempos óbvios em que passávamos os dias juntos, a falar do nada. E esse nada tinha tanto para falar... Arrisco-me a dizer que nunca senti nada como naquele dia. Senti o risco que estava a correr. Lembro-me de pensar Daniela, estás a abusar... E no entanto, continuar. Ir guiada pelo instinto e na esperança de não ser uma amante solitária. Passavas a tua mão na minha ao de leve e nunca deixavas que eu a agarrasse. Quando me dobrava com dores, fazias-me festinhas na cabeça e ias perguntando se estava melhor. Eu sentia que dentro de ti, havia algo a chamar-me. Apesar de, na altura, não estar preparada para amar. Tentei. Quem sabe, a sorte não estaria do meu lado ! E esteve. Hoje, passado mais de um mês estou contigo. Mais feliz que nunca. Concretizada. Completa. Tranquila. Despreocupada... Eu. Muito eu... É assim que me sinto desde que estou contigo. Bem. Obrigada por este mês. Obrigada por teres lutado por mim, sem pensar em desistir... Acreditando que valia a pena. Obrigada por teres esperado por mim. Por me teres dado tempo. Obrigada por teres ficado.

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