Tenho o quarto todo desarrumado. Desarrumado como o meu engenho. Desarrumado como o meu coração. Esse que transorda tanto saudade, como amor. E acredita que a quantidade não é escassa, pelo contrário é abundante e ainda mais com o passar do tempo... Parece que todos os dias descubro um pormenor, uma marca na tua pele, um odor novo mas tão perfeito como o que já conhecia. Parece que todos os dias me apaixono repetidamente por ti. E sempre com uma intensidade diferente. Com uma intensidade maior. Não é fácil viver sem ti, nem conviver com a distância, mas foi um risco que decidimos correr para que depois pudéssemos ser felizes. É um plano a longo prazo, é um atirarmo-nos de uma bismo na esperança que a presença do outro nos salve a vida, mas por ti, eu fi-lo. Pela primeira vez, eu fiz. As discussões sufocam-me, sei sempre pelo teu tom quando estás pior. Quando te deixas afetar... Sei-te de cor e é tão bom... Conheço os teus olhos, o teu sorriso e a tua voz. Tão doce, tão poderosa, tão tua.... Tão minha. Essa que treme quando tentas dizer-me qualquer coisa que não vou querer ouvir. Nessas ocaiões, inicias sempre as frases com o meu nome. Esse que dito por ti toma uma beleza até aqui desconhecida para mim. E isto faz-me pensar, faz-me querer saber... Onde é que andaste durante o resto da minha vida ? Não, a sério... Estes 16 anos, eu esperei por ti e pelo teu amor. Porque, eu sei e tu também que, fomos feitos um para o outro.

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