TUMBLR

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Saudade

Tenho ignorado a dor. Tentado apaziguar a minha própria alma e arranjar forças sabe-se lá onde... No canto mais escondido da minha psique, no pormenor mais insignificante do teu sorriso ou num qualquer momento que, provavelmente, nem te lembras...  É, tenho tentado esconder-te o que hoje resolveu mostrar-se ao Mundo. Parece que hoje perdi a força para lutar contra este maldito destino, esta maldita sina. A verdade é que a distância não nos destrói, mas corrói. Se até o ferro oxida, como seria possível manter-nos intactos? Eu sei, eu lembro-me das nossas promessas. De todas! Mas a tua forma rude de falar, a falta de afeto nas palavras, a ausência de interesse e a maneira como fazes questão de te mostrar intocável. Magestoso... Magoa-me. Mostro-te os meus medos, abro-te o meu coração... E tu sabes o quanto me custa fazer isso com alguém! E tu respondes curto e grosso. Culpas-me pela distância e até pela ausência que nos habita. Acusas-me de não te querer perto de mim, dizes que não mais te interessarás e pior, fazes com que eu acredite que a culpa é mesmo minha. Eu amo-te! Quando é que te darás ao trabalho de tentar entender isto? Posso não ser certa, posso mesmo ser toda errada, mas eu tento mostrá-lo! Mostrar-to! Depositava todas as minhas esperanças no regresso, sabia mesmo que tudo iria melhorar e hoje, quando percebi que podia não dar uma volta assim tão grande, desabei. Nem foi o desabar que me magoou... Foi o facto de não teres lá estado para me amparar, sais-te do pé de mim quando me sentis-te cair e a queda feriu ainda mais... Foi mais profundo, sabes? Chorei. Admito. A ausência de ti consome-me e a ideia de que poderá prolongar-se... Oh meu Deus, nem quero pensar. Paulo... Eu amo-te. Mais do que tudo. Mais do que a mim e do que chocolate. É mesmo muito. E, desculpa, mas a verdade é que morro de saudades tuas....

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