TUMBLR

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Disseram-me há pouquíssimo tempo que Amar não cansa. O que cansa é ter uma relação, é ter de ir à luta. Zelar mais pelo bem do outro do que pelo nosso. Deixá-lo aparecer sempre à nossa frente, em todas as decisões da nossa própria vida... Perguntaram-me ainda se concordava e vagueei na resposta. Divaguei, rodeei, mas a resposta era simples e estava bastante segura sobre qual o partido que tomaria. Uma relação cansa, sim. Mas é um cansar saudável desde que acompanhado de Amor. Se Amarmos, haverá sempre uma réstia de energia ao final do dia para passar o serão com Aquela pessoa. Se Amarmos, a auto-estima não se esvai por ficarmos em segundo plano na nossa própria vida porque a primeira relembra-nos todos os dias o quão bonitos somos, mais que não seja para ela. É uma balança equilibrada e a prova disso mesmo é que se o Amor falha, mais tarde ou mais cedo, tudo desabará... Começaremos a sentir-nos exaustos, sozinhos e lutadores de causas perdidas. Vamos arranjar discussões onde não existem e abandonar todos os gestos de carinho. E quando as discussões foram mais frequentes do que os bons momentos, quando as lágrimas ultrapassarem o valor dos sorrisos e a presença do outro se tornar insuportável, aí, já não há Amor que nos valha... Está na hora de pegar numa mala, arrumar a roupa e assumir a derrota. Partir. Mesmo que seja para voltar, deixar a casa vazia durante uns dias, semanas, meses, quem sabe anos. Esperar pelo Destino ou até dar-lhe um empurrãozinho, mas não insistir. Ser paciente. Esperar para dar valor, porque isso de que quem Ama não vai embora é mentira, mesmo que Ama é humano e os humanos possuem características próprias, a preguiça e a incapacidade de ultrapassar o cansaço excessivo são intransmissíveis e inultrapassáveis. Não é justo pedirmos que alguém seja mais perfeito do que os outros por o Amarmos, os responsáveis somos nós e teremos de viver com isso... Eles não são culpados por nos fazerem Amá-los, nós somos culpados por os Amarmos tanto. Eu Amo alguém, luto pelas minhas responsabilidades e até pelas dele. Seguro-nos com as duas mãos, com tudo o que tenho e espero que Ele volte, quando se vai embora. Porque ele volta... Os ventos levam-no e eu trago-o, tenho força e luto pelo que quero, que é Ele. Amo-o com tudo o que tenho e isso sim, por cima de tudo irá prevalecer.

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