Sou uma criatura miserável. Cada vez mais, acho que a minha função no Mundo é ser desmancha prazeres. Estragar surpresas, destruir momentos, rir-me quando alguém morre, chorar quando vejo pessoas felizes, é esse o meu papel. Não sei fazer nada a direito, não sei ser certa, não consigo ser boa pessoa. Nem só um bocadinho. Sou uma destruidora de lares, devasto famílias, dias, datas, marcas... Destruí-te. E destruo-te todos os dias mais um bocadinho. Desarmei-te. Fui uma autêntica criança como sou sempre, e tu sabes disso! Não cresci. Isto porque não fui capaz de crescer, claro. Porque tentei várias vezes e ainda tento... A uma semana de fazer 18 anos, ainda tento crescer. Tamanho disparate, portanto. Tens uma criança ao teu lado, que apesar de ter mais ano e meio em cima, tem menos dois de mentalidade. Não sei o porquê de ser assim, não percebo porque é que teimo em ser tão impulsiva, em dizer três disparates a cada duas palavras que me saem da boca. Não acho que tenha piada e por isso, choro. Passo tardes e noites a chorar e, às vezes, até manhãs. E é isto, desculpa, meu Amor. Desculpa por ter sido tão burra, mas eu Amo-te e vou ser feliz! Assim permaneças a meu lado, naquele dia. Amo-te, todos os dias!
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