TUMBLR

sábado, 28 de março de 2015

Não aprendi a dizê-lo.

Oh esse dia... Esse marcado dia. É verdade que foi por estas alturas. Lembro-me porque estava a ir a Santa Iria comprar um casaco e vi-te ao longe, ao fundo da rua para que estava a ir. Não decidi logo ir, primeiro fiz-me de forte e disse para mim mesma que não ia continuar a correr atrás de ti, mas depois... Depois deixei-me guiar pela minha intuição. Sabia que se não corresse naquele momento, talvez nunca mais o conseguisse fazer e aí, o arrependimento ia ser a minha única alternativa. Também tremi. Também tive medo. Deixei a minha irmã. Pedi-lhe só para que corresse atrás de mim, aquele momento era demasiado urgente para perder tempo. Não era possível de todo. Quando cheguei, o meu instinto foi puxar-te. Puxar-te para mim como durante meses andava a tentar fazer. Mas ali era diferente, ali era concreto. Eu estava ali como sempre estive, mas tu também estavas desta vez. Estava ofegante, tinha percorrido todo o teu caminho a correr. Achaste que eu queria chorar, mas juro que não. Estava na minha, só queria uma justificação, jamais um regresso. Ouvi-te dizer a alguém ao telefone que a Daniela estava ali, à tua frente. Seguiram-se momentos de silêncio e calculei que alguém te estivesse a aconselhar. Nesses momentos senti uma revolta inexplicável. Ele roubou-te de mim. Ele obrigou-te a ir para longe e nem naquele instante em que eu estava mais perto que ele, me deixava em paz. Talvez por esses mesmo conselhos, tu não soubeste dizer nada e eu pensei, ela está demasiado embaraçada nesta situação em que se meteu, ela nunca foi assim. Nunca lhe faltaram as palavras assim. Não comigo. Quando te virei as costas, não tive a tentação de voltar para trás porque naquele momento soube que não havia volta a dar. Voltei ao meu caminho, tinha alguém à minha espera. Soube logo que quem estava aflita eras tu. Soube porque vi nos teus olhos que imploravas companhia e suporte, mas agarrei-me à ideia de que foste tu quem não o quis. Nessa altura talvez já nem te quisesse assim tanto na minha vida. Nesses tempos já só queria uma justificação. Já só implorava por essa justificação. 
Ainda assim, neste momento as recordações de momentos felizes são muito mais fortes. Não me esqueço de que vieste nos lugares ao meu lado na viagem para cá de Andorra. Não me esqueço de como mesmo afastadas continuaste a estar lá sempre que precisei de suporte. Não me esqueço de todas as vezes em que me abraçaste enquanto eu estava lavada me lágrimas. Não me lembro do dia em que me abraçaste a chorar e eu não entendi. Não me esqueço de quando a medo, me contaste do que sentias. E é por não me esquecer, ou melhor, é por me lembrar de tudo isto, que não te deixo. É por me lembrar da tua essência que te perssigo. É por nunca deixar de gostar de ti que ainda aqui estou e estarei. Não te sintas mal, está bem? O que passou, passou e eu vou ser capaz de passar também.. Não quero nunca perceber que estás triste por mim. Tristezas não pagam dívidas e hoje em dia, a tendência é haver mais dívidas que alegrias. És linda. Não tens motivos para estares triste.

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