TUMBLR

domingo, 24 de maio de 2015

Perdi o chão. Hoje senti o ar faltar-me, a vida a fugir-me por entre os dedos. Senti que iria perder-te por algo tão estúpido, tão longe de mim... Tinha segurança no meu ser, mas sabia o que te assaltava naquele momento. Dor. Desilusão. Mágoa. Desorientação. Sei que também tu sentiste que tinhas perdido tudo o que de mais importante havias amealhado, sei que tu, provavelmente mais do que eu, perdeste o teu chão. Tenho um aperto no peito por recordar as tuas lágrimas. Entrei na casa de banho e agarrei-te, mesmo contra a tua vontade, tive de o fazer. As tuas lágrimas são farpas alojadas em mim e não suporto a dor da tua tristeza. Agarrar-te é difícil, sabes? Já, já aprendi que tens mais, muito mais força do que eu, mas nunca vou deixar de lutar contra isto. Tinha e tenho a certeza do que sinto, para onde vou, a que sítio pertenço... Entendo a tua revolta, já estive aí, nesse mesmo lugar, afogada nessa mesma mágoa enquanto as lágrimas me escorriam pelo rosto e eu só tinha discernimento para me perguntar a mim própria Porquê? Sentei-me no chão da casa de banho e chorei até me faltarem as lágrimas. Ironia das ironias, foi exatamente na casa de banho onde encontraste o teu repouso, em que me mandaste sair e eu, ao contrário do que poderias esperar, saí. Sabia que algures no teu íntimo esperavas que eu ficasse, mas a tua revolta era demasiada para tu próprio saberes isso. Eu errei. Não ao nível que tu pensas, não na perspetiva que esperas, mas errei com aquela conversa de merda. Admito que te magoei e acarreto todas as consequências, mas jamais desistirei de ti. Se há pessoas que estão destinadas a ficarem juntas, temos de ser nós porque juntos somos muito melhores do que separados. Independentemente de tudo, de toda a dor, de toda a mágoa, vou estar sempre aqui para ti. Desculpa, meu Amor. Desculpa-me.

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