TUMBLR

segunda-feira, 23 de abril de 2012

dizem que perder um amor é doloroso, que se pensa não ir superar e que há, até, quem acabe por desistir de viver.. mas a verdade é que perder um amor não é doloroso. doloroso é perder uma pessoa quando ainda existe amor. aí sim, dói-nos a alma. surge uma vontade de a arrancar e juntá-la à pessoa que nos abandonou para que viva para sempre com esse peso na consciência. ao início, e apesar de ainda existir amor, queremos que essa pessoa  sofra tanto como nos faz sofrer a nós; queremos que tenha em dobro o que nos proporcionou e a realidade parece demasiado irreal e tristonha para ser verdadeira. porque tal como a felicidade, também a mágoa nos custa a acreditar. então, queremos mandar uma mensagem ao nosso melhor amigo para que nos apoie, mas.. o nosso melhor amigo é aquela pessoa que nos causa agora tanta dor. recorremos a um plano b e disparatamos tudo o que sentimos, disparamos agoiros e desejos de morte, quando no fundo só queremos que aquele alguém volte para nós e nos abrigue daquele pesadelo. queremos que nos envolva nos seus braços e que nos proteja da dor que ele próprio proporciona. de repente a neblina de fúria passa.. o ódio desaparece e tudo começa a recompor-se. agora sim, começa a doer. agora dói  quando pensamos em como vai seguir a nossa vida sem aquela presença assídua, como é que chegamos todos os dias ao pé dele sem dizer bom dia e dar um beijinho carinhoso ? as dúvidas assaltam-nos e a nossa vontade é chorar como se a dor fosse sair juntamente com as lágrimas... mas não sai. ela continua lá, a gritar silenciosamente para que seja notada a sua presença. e volta a doer, arde como se fosse uma ferida ao ar.. o que no fundo é. talvez por isto digam que amor é fogo que arde sem se ver... acho mesmo que é nesta altura que as pessoas desistem, talvez sintam demasiado aquela frase do és a minha vida e não vejam sentido em viver sem uma vida.  efetivamente, que sentido tem isso ? e eu estou nesta fase. em que choro na esperança que as lágrimas me levem a dor e que me mostrem o mundo que eu acredito que haja, para além dele. mas elas teimam em não desaparecer e só ele continua em mim e eu choro mais numa esperança vã que tudo passe, mas nada me parece mais claro. 

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