TUMBLR

domingo, 9 de dezembro de 2012

Não percebo que espécie de abismo se criou entre Nós. É difícil, para não dizer impossível, esquecer o que aconteceu e sempre que te sinto mais distante, desabo. Choro horas seguidas sem conseguir trazer-te para perto de mim. Não consigo entender como é que Ela teve a capacidade de entrar assim em Nós... Tu deixaste. Deste-lhe espaço e fizeste tudo o que sempre te pedi para evitares. Para não a fazeres sofrer há 4 meses, fazes-me sofrer hoje a mim. Sofrimento contínuo e desgastante, o qual eu mesma ponho em questão não ultrapassar. Tinha em mim todas as certezas do Mundo e saberia exatamente quando tudo aconteceria e hoje já não. Voou tudo de mim, talvez com a força das lágrimas que teimavam em molhar o papel. Nunca fui muito de demonstrar sentimentos até apareceres tu e tomares conta da minha vida. Nunca ta escondi e ainda hoje faço questão que a leias como se de um livro se tratasse... Apesar de sofrer, chorar e passar noites sobressaltada, faço questão que Nos conheças. Estou triste. Estou perdida. Mas o que me magoa mesmo é o facto de não estares a tentar recuperar-me. De estares simplesmente a deixar-me ir... E eu vou indo, na esperança que me puxes para trás. Nos agarres. Me empurres para ti e garantas que não passou de um pesadelo... Que faças como naquela tarde em que me puxaste  mochila e me fizeste andar lado a lado contigo. Para que possamos continuar em direção ao Nosso futuro. Que era tão certo...

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