TUMBLR

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Provei, em poucos dias, a felicidade e a desilusão mais amarga com que poderia alguma vez ter sonhado. Não esperava que me invadisses o dia com todas aquelas folhas, papéis, caixas e surpresas, é certo. E por isso chorei. Chorei de felicidade, mas fundamentalmente de orgulho. Orgulho no Homem que estavas a tornar-te, no Homem que já ali tinha à minha frente. Li e reli aqueles textos, ao lado do Nosso menino. Chorei agarrada a ele por supostamente não te merecer. Queria ideias, queria novidades, saciava por te fazer também eu uma surpresa, até ao dia. Até ao dia em que o meu Mundo caiu e eu não tive forças para o segurar. Sempre tive este defeito, o de procurar até encontrar. Sou masoquista, tenho de ver todos os pormenores, sofrer tudo, até à última. Mas desta vez, desta vez foi demasiado para aguentar de uma única tentativa. Li e reli a conversa e só me perguntava afinal, onde é que eu me encaixava durante aquele tempo da tua vida. Não obtive resposta, nem com todas as horas passadas ao telefone, ou a falar por mensagens... Em que chorámos, gritámos e relatámos, vez após vez todos os erros cometidos. Estou fora de mim, qual Álvaro de Campos a escrever com febre e quem me dera a mim, fosse de um heterónimo meu esta história. Mas não é. É bem real. É a minha realidade. Princesa, Linda, Especial, foto, mãos, dedos entrelaçados... Eu não aguento. Quero morrer. Por favor, alguém me traga uma corda, das fortes, alguém me traga uma rede paradoxal para me afogar em tantas mentiras, pois a opostos já estou eu habituada... Tragam-me a corda e deixem-me sozinha! Deixem-me, pelo menos, ir embora em paz. Feri o meu orgulho, que eras tu. Mais assertivamente, o meu orgulho feriu-me a alma. Sem dó, nem piedade. E as pessoas não mudam, nem se transfiguram... As pessoas revelam-se! Quem faz uma, não faz obrigatoriamente duas. Mas quem faz dez, com certeza fará onze. E aguardo para que não haja próximas e possa permanece na esperança da primeira oração. Acredito no teu arrependimento, não confio é na minha escassa capacidade de perdoar. Sei perfeitamente que sempre que me lembrar, terei uma recaída e também Nós caíremos. Tragam-me a corda! Tirem-me este peso de cima... Eu não quero viver sem uma vida. Mas viver com ela dói, magoa, incapacita a psique e sobrevaloriza o coração. Ele não sabe o que diz! Faz escolhas e não acarta as consequências, portanto tragam-me é uma pistola para o matar a ele. O coração é o culpado. O coração e tu que o levaste para esses caminhos de menino apaixonado. Que o conquistaste e à primeira oportunidade o descartaste, por isso vai. Leva-o de mim. Vão-se os dois embora e deixem-me sozinha. Agora sim, tragam-me a corda...

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