5:49 a.m.
Devia estar a estudar Matemática por esta hora... Devia. Mas a invés disso, estou aqui sentada à secretária, com o candeeiro pequenino aceso, com todas as dúvidas no ar, a ouvir chover e, de quando em vez, trovejar. Não sei o que será melhor para ti e isso corrói-me a existência. Sinto que que te destruo. Mais a cada dia que passa. E que quanto mais meu te tornas, menos teu tu és. Sei que em certa parte te obriguei a mudar, sei. E reconheço. Mas reconheço também que talvez esteja na hora de parar. Parar de ser autoritária e quase narcisista. Parar de ser eu para tu poderes ser tu. O problema está que com estes 9 meses, já ambos deixámos de ser nós. É assim a vida. Talvez a solução do problema seja mesmo deixarmos de ser Nós e voltarmos a ser eu, aqui, e tu, aí. Ou ali. Não era uma hipótese, mas enquanto os vocábulos da minha caneta saem percebo que talvez seja o melhor para o miúdo por quem me apaixonei. O fim da história. O fim da linha, da estrada... O fim. E quem é que quer agora desistir e resignar-se enquanto Ama? Ninguém que Ame realmente. Ou pelo menos, nenhum de Nós. Enquanto tu não sabes lidar com os meus medos, eu não consigo aceitar a tua despreocupação. Tu não percebes por que razão choro eu tanto e eu não entendo como podes tu não chorar. Paradoxos. Somos feitos deles, criados à sua medida até. Certo é que lidar com eles não tem sido fácil, pelo contrário, cada vez mais difícil. E eu luto, na esperança que não tenhamos um fim. Para que tudo ultrapassemos. Para que não nasçam mais problemas, mas floresçam as felicidades completas e repletas. Preciso de segurança... Preciso de ti. Amo-te

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