Estava bem. Estávamos bem. Sentia-nos tão perto... Contra mim. Sabia que me esperavas como se a tua felicidade dependesse disso. Estavas quase a ir, o tempo urgia e eu sem conseguir chegar a ti... Ainda passei pelo computador porque uma das minhas poucas amigas poderia querer falar comigo. Não estava nenhuma em linha e caí na tentação. Fui onde não deveria ter ido e lá estavas tu. Feliz com os teus velhos amigos. A demonstrar a tua faceta que parecia ter desaparecido. Chateei-me comigo mesma por ser assim tão eu... Não quero que te aproximes daquela tentação, não quero. Chateei-me contigo também e a vontade de destruir tudo o que me aparecesse pela frente crescia a cada segundo que por mim corria. Lembrava-me de cada detalhe daqueles dias, cada pormenor percorria-me o engenho e acabava transformado em lágrimas... Não queria nada daquilo para mim, não outra vez. A minha casa já não era forte e não aguentava mais do mesmo... Saí. Estava escuro, tal e qual a minha alma. Quase de luto, chorei enquanto chovia e talvez por isso, ninguém tenha notado. Estou sozinha e assim ficarei. Não aguento mais

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