TUMBLR

sexta-feira, 10 de abril de 2015

És linda
É, és mesmo. Sempre gostei de mensagens ao acordar. Ao acordar, a adormecer, durante a noite... Sempre gostei. Foi assim que conquistei o Paulo. Mandei-lhe uma mensagem a dizer "Gosto muito de ti, oh" e depois disse que tinha sido sem querer. Que não me lembrava. Que estava a dormir. Mentira. Estava perdidamente apaixonada. Acordava a pensar nele e sabia que era proibido. Sabia que não devia, que não podia mesmo. A única pessoa que acreditava eras tu. Só tu. Lembras-te de quando estávamos a ver um filme em Inglês e falaste com ele pelo meu telefone? Quando disseste que "eu" queria estar deitada ao pé dele? Quando a Marta viu as mensagens e morreu de inveja? Eras tu. Tu tinhas a coragem que me faltava. Quando dizias "Vocês comam-se, já ninguém vos aguenta". Quando me abrias os olhos e fazias ver que era inevitável acontecer algo entre nós... Quando foste comigo chorar porque não sabia o que fazer. Quando me entendeste, sempre que mais ninguém o fez. Sempre que todos criticaram. Estavas lá quando ouvi a Marta gabar-se de que tinha estado a falar com ele até à meia noite e tal. Estavas lá quando eu cheguei à escola e eles estavam os dois juntos, sozinhos numa mesa. Estavas lá quando lhe dei o primeiro beijo. E viste. Sempre lá estiveste. O Paulo tem medo de ti, sabes? Pode não ser medo, talvez seja só receio. Ele sabe o poder que tens em mim e talvez não conheça a força que ele próprio tem. Ele tem medo, mas mesmo assim sempre esteve lá a pedir-me que lutasse por ti. Ele esteve sempre lá. Lembro-me da primeira vez em que te telefonei. Estávamos deitados na minha cama e peguei no telemóvel dele, a tremer. Queria respostas, mas não sabia se tinha força para as ouvir. Quando atendeste petrifiquei e não consegui dizer uma única palavra. Sabia que a partir daí não mais atenderias. Ele gritou comigo. Disse que eu tinha perdido a oportunidade por que tanto esperava. Que não me queixasse mais. E mesmo assim, continuou lá. Como tu continuarias se estivesses comigo. Ele sabe que não morres de amores por ele, mas mesmo assim foi um homenzinho para perceber a falta que me fazias a mim. Meteu-me em primeiro lugar. Tu e ele são o meu orgulho e obrigada por no princípio teres sido tu a lá estar. Se não fosses tu, eu não viveria a felicidade que vivo... De maneira nenhuma

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