TUMBLR

domingo, 12 de abril de 2015

Quem tem de agradecer sou eu por teres vindo quando já ninguém esperava que viesses. Tenho de agradecer por vires tão disposta a tudo, tão entregue a mim. Por te teres desafiado a ti própria, por teres decidido exprimir o que realmente sentes, sem seres pequena, a seres a grande mulher que sempre conheci. Hoje vacilei. Acordei a pensar que seria eu a mandar-te uma mensagem. Acordei a saber o que queria dizer-te e melhor, disse mesmo. Passaram horas e eu sem receber uma única resposta... Deixei-me estar. À medida que o tempo passava, perguntava-me a mim própria se seria possível estar a viver tudo outra vez. Se seria possível tu fazeres-me isso. A resposta que encontrava era sempre a mesma. Acreditava que no fundo, era um não. Também era essa a resposta que desejava, mas conhecia-te demasiado bem para aceitar que tantos esforços culminariam em mais do mesmo. Mantive-me calma e não pensei. Estragamos tudo quando pensamos, sabes? Até que chegou a tua mensagem. A verdade é que nunca mais tinha pensado em tal possibilidade, a verdade é que me habituei a que estivesses sempre lá, disponível. E desculpa por esse meu egoísmo. Não gosto nada de ser egoísta... Nem ciumenta. Não sou invejosa, mas sou muito egoísta. Gosto de ter tudo para mim, só para mim. É tudo ou nada e nem sempre percebo que não pode ser assim. Pelo menos não sempre. Não com todas as pessoas. A verdade é que a resposta era mesmo não e que não me desiludiste. A verdade é que mantiveste-te fiel à tua palavra e eu, fui precipitada como sempre. Mais que não seja, dentro de mim mesma. E obrigada. Não me canso de te agradecer. Obrigada miúda 

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