TUMBLR

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Os outros sempre me convenceram que lidar comigo não é nada fácil. Agiam como se eu fosse um bicho de 7 cabeças de quem nunca ninguém iria saber tratar, nem querer tão pouco fazê-lo. Mas quando tu chegaste as coisas deixaram de ser assim porque tu parecias muito mais complicada do que eu. Porque em todos os meus 100 erros, 99 eram feitos a teu lado ou pelo menos com o teu apoio. No mínimo. Quando alguém gosta mesmo de nós não é preciso dizê-lo, não é preciso gritá-lo... Basta experimentares errar ao lado dela e veres se irá Amar esse teu erro. Se assim for, podes viver com isso. Amar os defeitos de alguém é a coisa mais bonita que podemos fazer e agora eu sei. Sempre me perguntaram como conseguia gostar e ser tão próxima de uma pessoa como tu. Fechada. Instável. Sonsa. Nem eu própria sabia responder a essa pergunta porque onde os outros viam defeitos, eu via razões para gostar de ti e para te querer sempre no meu caminho. É óbvio que houve respostas tuas que me magoaram, que tomaste decisões com as quais eu não concordei, mas apesar de todas as semelhanças somos ainda diferentes e eu assimilei isso. Nunca entendi muito bem essa forma que tu tens de lidar com a vida. Esse momento de tudo ou nada. Talvez seja mais racional nesse aspeto, talvez não me queira dar ao luxo nunca de ficar sem nada. Lembro-me como se fosse hoje do dia em que estava sentada a jogar às cara«tas e enfeitiçada provavelmente num olhar. Agarraram-me por trás e segredaram-me algo muito balbuciante. Algo que não consegui entender. Sabia que eras tu, mas quando olhei para trás já estavas mais longe do que eu imaginei que serias capaz naquela fração de segundo. Não hesitei e corri atrás de ti. Não me tinha apercebido, mas tu choravas e eu raramente te vi chorar. Depois contaste-me que a pessoa que tu menos esperavas te havia traído e quando foi preciso dar o corpo às balas não deixei que fosses sozinha. Porque tu és forte, mas não tanto... E sempre foi assim. Éramos as duas fortes, mas nunca o suficiente para nos deixarmos sozinhas. Uma sem a outra, digo. Em todas as minhas paixões, foste a primeira pessoa a fazê-las notar. E como boas paixões que eram, depressa acabavam e nem aí tu deixavas de permanecer intocável comigo. Já sabias que ia acontecer... Começaste a acreditar em mim quando viste o Amor que nascia em mim. Tu mais do que ninguém viveste o meu estado de alma. Tu mais do que ninguém viste o meu íntimo encolher de vergonha porque aquilo não podia mesmo estar a acontecer. Eu não podia apaixonat-me. Não por ele. Afinal, na cabeça de quem é que ele deixaria uma relação de 3 anos para se entregar a um bicho de 7 cabeças de quem ninguém quer cuidar? Só mesmo na tua... Tu que desde o primeiro segundo acreditaste em mim. Tu que desde sempre soubeste que era com ele que eu iria acabar. Porque eum desdenha quer comprar... Sabes? Às vezes tenho pena de ter falhado nesta fase da tua vida. Talvez se eu não fosse tão apegada. Talvez se eu não fosse tão insegura... Falhei redondamente. Não estive lá nos momentos em que a explodires de felicidade, só a querias partilhar com alguém... E eu sei o que isso é, porque tu nunca me faltaste. Admiro-te por isso. Admiro-te por tudo. Para mim, sempre foste uma pequena grande mulher e eu, um bicho de 7 cabeças de quem agora, já alguém sabe tratar.

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