Quando escreves fazes com que me sinta a pessoa mais certa e desejada do Mundo. Enalteces os meus pontos mais fortes, talvez por só te lembrares desses. Fazes com que eu própria acredite que realmente mereço admiração por parte das pessoas que me rodeiam. Que mereço ser valorizada, mais que não seja por não lhe falhar. Mas a verdade é que eu própria já falhei e até contigo... Como já disse, não estive lá quando caías de Amores pelo teu homem. Não estive lá quando rebentaste de felicidade por descobrir que era mútuo. Por descobrires que tinhas reencontrado o Amor e a felicidade. Nunca me vou perdoar por tal egoísmo da minha parte. Egoísmo desnecessário e involuntário. Eu não deixei de estar lá por me afetar ou por me sentir constrangida. Eu não estive lá porque simplesmente não senti que pertencesse a esse sítio, não senti que de mim precisasses. Se alguma vez tinha pensado nisto antes? Não. Guardo memórias nubladas desses tempos, nem sei ao certo como tudo aconteceu... Lembro-me de já todos saberem menos eu. Lembro-me de me terem contado antes de algum de vocês querer falar comigo e isso, magoou-me no íntimo da minha psique. Não esperava que tudo estivesse tão avançado sem eu saber de nada... Já calculava, já havia comentado com uma/duas pessoas, mas não imaginava em que pé estariam. E aí começou tudo. Começou tudo o que nunca tinha, nem devia ter começado. Eu deixei de gastar dinheiro a carregar um telemóvel que de nada me servia e tu nunca simpatizaste com redes sociais. O contacto era limitado e a convivência praticamente nula e eu quero acreditar que mesmo que estivesse lá estado para ti no momento certo, mesmo que te sentisses mais à vontade nesta relação no que a mim me dizia respeito, nada teria sido diferente, pois não sou capaz de viver com a culpa do nosso afastamento, não sou. Sei que num dia havia tudo, para no outro passar a haver nada. Sei que num dia estavas lá e no outro já não. Nem nunca nos chegámos a despedir... Nunca cheguei ao pé de ti a acreditar que tudo estava a acabar, que nunca mais te veria. A sensação de familiaridade e confiaça que sentia, não me permitia imaginar tal afastamento e talvez por isso, o murro no estômago tenha sido ainda mais forte, ainda mais devastador. A verdade é que eu também falhei nesta relação que de certa passou a errada. Também eu estive ausente, mas nunca por querer. Também eu desapareci sem nunca sair de sítio nenhum. Também eu fugi, sem querer.

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