TUMBLR

terça-feira, 7 de abril de 2015

Preciso de ti

Não acredito que tenhas chumbado, ou pelo menos nunca meti essa hipótese. Sempre foste muito mais certa que eu. Lembro-me perfeitamente de estar em Andorra sentada nas escadas do "prédio" completamente sozinha e passares tu a dizeres que assim que chegássemos de Andorra, ias logo começar a fazer coisas e depois ias à aula de condução e eu ainda nem estava a tirar a carta... Gabava a tua assertividade e determinação. Sabes? Nesse dia eu estava a chorar, nem se me viste, se reparaste... Tinha discutido com o Paulo, saí de casa, tranquei-o lá dentro e vim chorar para as escadas. Tu passaste e não paraste e foi aí que me fui embora. Não estava ali a fazer nada. Não fazia nada contra a única pessoa que realmente estava ali comigo, de alma e coração. Voltei e ficou tudo bem, em parte graças a ti. Aí já tudo estava acabado, mas espera... Há mais uma coisa. Nunca percebi o porquê de não ires ao nosso baile. Nunca entendi... Tu, a rapariga mais vaidosa que já conheci, não aproveitou o seu próprio baile de finalistas... Quero contar-te tudo o que lá aconteceu. Os meus pais foram lá. Os do Paulo também. Os meus pais conheceram o Paulo e foi a partir daí que nos tornámos todos uma família. Li o discurso da nossa turma e senti-me orgulhosa de mim própria por isso. Levei um vestido de princesa e a professora de Psicologia, mais a de Biologia, disseram que eu era a mais bonita do baile. Fiquei ainda mais vaidosa... Foi dos dia mais realizados da minha vida. E queria que o conhecesses, apesar de teres decidido não estar lá. Apesar de teres decidido não estar lá mais...
Hoje precisei de ti. Discuti outra vez com o Paulo. Não o quero ver. Não te vou dizer que não o quero ver mais, porque já ultrapassei coisas bem piores, mas não o quero ver agora. Não o quero ver hoje. Foi em alturas como estas que  senti a tua falta.. Em alturas que senti que ninguém era capaz de me compreender. Não arranjei ninguém que me quisesse ouvir, a verdade é essa. Também graças a essa solidão tornei-me mais contida. Agora não digo tanto disparate de cabeça quente. Continuo a disparatar, continuo a chorar praticamente todos os dias... Mas é diferente. Sempre acreditei nesse teu sorriso. Sabia que a timidez que ele escondia era muito maior que a segurança que demonstrava. Não estou muito inspirada para escrever, não sei porquê... Estou triste. Talvez seja isso. Preciso de ti. Mais... Tremeste a tirar uma fotografia? Que fotografia? Não recebi nada... Mas preciso de ti. 

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