Sempre me perguntei se procurarias por mim. Se sentirias curiosidade. Se, apesar de teres tomado a decisão radical que tomaste, apesar de viveres como supostamente querias, te lembravas de como eu era, do que eu queria, do que eu gostava e de como provavelmente morria de saudades tuas. Perguntava-me se irias ao meu facebook, se (re)lerias os meus e-mails, se ainda te lembrarias de mim, tal e qual eu era... E é verdade, os meus anos... Consciente ou inconscientemente, no primeiro aniversário que vivi sem qualquer palavra tua, esperei que chegasses a mim. Vivi na ilusão de que quererias ainda estar presente por me saberes de cor e conheceres a minha paixão pelo meu aniversário. Vivi um dia perfeito e vou agora contar-to... Andava há anos a dizer que queria ir ao jardim zoológico, mas a verdade é que por uma razão ou por outra, ainda não tinha lá voltado. Fui lá quando era pequena umas quantas vezes e adorava... Afinal, quem é que não gosta de passear? Mas continuando... Tive aulas de manhã e quando saí da faculdade, tinha o Paulo à minha espera. Tinha um ramo de rosas. 18. Tal e qual as primaveras que eu comemorava. Não sabia para onde ia. Só sabia que o que se seguia não me iria desiludir. Porque sentia. Foi então que chegámos ao jardim zoológico e eis que aparece a minha prenda. Para além do ramo. Uma tarde lá com a minha companhia preferida. Foi perfeito, sabes? Almocei e fui logo para os golfinhos. Chateei o Paulo o espetáculo inteiro para pedir aos senhores para me levarem no barco... Aquele onde vão sempre duas crianças e depois podem dar um beijinho aos golfinhos. Não pediu. É sempre muito mais discreto do que eu. Ainda assim, o dia concretizou todas as minhas expectativas, Exceto a tua, mas talvez já nem me afetasse assim tanto. Acredito sempre que o melhor está para vir. Mas espera... Eu fiz anos na segunda e no Domingo a seguir, preparam-me uma festa surpresa. Decoraram a garagem toda de rosa, de uma forma linda... Parecia um casamento e havia um senhor a cantar e a tocar e tudo! Estava cá família e amigos e o Paulo, claro. A certa altura, perguntei-me se haveria ali espaço para ti e por momentos conclui que talvez não. Mas não fiques triste... Só achei que não havia espaço para ti porque definitivamente não cabiam dois e não sei se virias sozinha. Aliás, de certa forma sempre respirei de alívio por teres tomado a decisão que tomaste... Afinal eu sabia que teria de haver uma ligação cortada e jamais te obrigaria em algum momento, por pequeno que fosse, a escolheres entre estar comigo ou com outra pessoa. Mas ainda pior do que os meus anos em que não tive tempo para pensamento tristes, foram os teus em que me perguntei como estarias, com quem e em que condição... Só queria saber que tinhas alguém a teu lado disposto a fazer das tripas coração para te surpreender, agradar e fazer feliz. Mais que não fosse no teu dia. Nunca me esqueci de ti e agora sei, também nunca te permitiste esquecer de mim.
p.s.: Ainda hoje vi a prenda ideal para ti e não, não me esqueci de que estás quase a fazer anos.

Sem comentários:
Enviar um comentário