TUMBLR

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Às vezes também acredito que todos nós somos donos do Mundo ou pelo menos, de um bocadinho dele. Sabes o que dizem? Ires para um exame nervosa pode reduzir até 80% da tua concentração. OITENTA. É praticamente toda. Vamos partir do princípio que em 20 valores podes só conseguir ter 4 valores à pala do nervosismo. Eu nem costumo ir muito nervosa, mas estas coisas de tudo ou nada tiram-me do sério. Não me venham dizer que uma cadeira que tem 6 testes práticos e 3 teóricos precisa ainda de ser testada com um exame. Não me venham dizer que na cadeira a que eu até hoje tive a avaliação contínua mais apertada tem de ser precisamente a que tem a nota mínima de exame mais alta. 8,0. Nem mais, nem menos. Podia ser 7,5 ou 7,9 até, mas aqui não, aqui não serve. Como se um aluno de 7,8 soubesse menos que um de 8,0. Nenhum deles sabe nada, a verdade é essa. Hoje senti-me mais confiante e talvez por isso pense que tenha corrido melhor. Se calhar até nem correu, se calhar voltei a fazer uma grande cagada, mas pelo menos senti que estava nas minhas mãos e não nas de alguém superior a mim que jamais controlarei. Oh, tu conheces esta minha mania de querer tudo sob controlo e não gostar de andar ao Deus dará. Ainda ontem o Paulo discutiu comigo. Mas discutiu muito. Sentia-se impotente porque tinha um trabalho de informática para acabar e dois exames hoje para passar. Nenhuma das duas coisas estava a correr de feição e eu era a única que podia ouvi-lo. Afinal também é para isto que servimos, não é? Acredito que estar numa relação em que não o sintas como melhor amigo, como saco de boxe até, em que não possas falar de tudo e fazer tudo quanto te apetecer, é uma merda de relação e acredito ainda que com o Paulo, posso sentir-me o mais à vontade possível. Tal e qual no médico. Tal e qual com o padre. Amo-o com tudo o que tenho e sabes o que é que a mãe dele nos disse ontem? Que nos Amava. Se me perguntares se acho exagerado, acho, mas sabe bem sentir que alguém de fora nos admira e nos conhece melhor do que algumas pessoas que vivem perto de mim. Durante as férias disse que sabia que eu não gostava de perder nem a feijões. É verdade, não suporto perder. Não suporto ter 4 cartas iguais na mão, fazer o sinal 3500 vezes e o Paulo não perceber. Também não suporto que o jogo acabe e ele me mostre que também tinha keims e também tinha feito o sinal sem que eu me apercebesse. Odeio perder. E odeio quase tanto não ter razão. Disse ainda que eu era uma pessoas super desenrascada e que embarco em tudo a que me propuserem. Tudo verdade, quer dizer, quase tudo, só faço coisas decentes, sim? E sim, desejava mais do que tudo tê-lo lá em baixo comigo, desejava mais do que tudo passear-me com ele por Albufeira e jogar keims desta vez com a minha família, mas é uma coisa que vai passar. Temos o Verão todo para aproveitar e prometo que te vou levar a ti também. Obrigada por (quase) te ofereceres para o levar lá e obrigada por me fazeres acreditar de que o melhor está sempre para vir porque está mesmo e acredita que o teu, está a chegar. 

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