TUMBLR

terça-feira, 30 de junho de 2015

É fácil fazer-me rir à gargalhada. É fácil fazerem-me rir até me doer a barriga ou até me faltar o ar. Mas arrancar de mim um sorriso não é algo tão fácil assim. É preciso que algo seja muito doce, muito sereno para eu me enternecer e esboçar um sorriso. Um sorriso a sério. Tu fizeste-me sorrir. Fizeste-me querer mais pessoas no Mundo como tu, que liguem e se lembrem de todos os pormenores. Não achei que alguém ligasse ao meu leite com chocolate e muito menos que passados mais de 2 anos soubesse se lembrasse dessa minha rotina. Agora que tive aulas de tarde já não bebia, mas sempre que levanto cedo bebo um. Não há nada que me dê mais satisfação do que beber aquele leite fresco assim que acordo. Não sei se disseste empadão ao acaso, mas aposto que não. Aposto que sabes que é sempre essa a iguaria nos meus aniversários e sim, ainda continua a ser. Se queres que seja franca, durante o ano raramente como empadão, mas naquele jantar é sagrado. Adoro empadão. De morte. No meu primeiro aniversário enquanto estudante universitário, o meu 18º aniversário, fui ao jardim zoológico como já aqui te contei, mas depois de toda essa felicidade, pesou-me a solidão. Ele deixou-me em casa por volta das 18h e foi embora. Fiquei sozinha. Ansiava pela chegada de alguém, queria que ele aparecesse a dizer que era tudo mentira e que vinha jantar comigo. Mas não apareceu, nem a minha esperança a cada pessoa que tocava à porta o fez vir. Não pôde ser e hoje até sou capaz de entender. Foi um dos meus aniversários mais solitários. Só jantei com os meus pais, a minha irmã e os meus avós, nada comparado à animação que costumava ser portanto. Por outro lado, nesse Domingo, preparam-me a festa surpresa mais bonita que já vi e veio toda a gente! Há mesmo males que vêm por bem. Mas continuando, o orgulho que sinto em ver que te lembras de mim não tem espaço para aqui aparecer... É grande demais. Não entendo as pessoas que não marcam os pormenores, que deixam de se lembrar de uma coisa que aconteceu há dois dias. Aliás, não entendo a maior parte das pessoas pela maioria das razões. Por exemplo o Paulo chumbou a uma cadeira com um  ridículo 9,32. Contou à mãe e levou um raspanete do outro Mundo. Ela disse-lhe que ele não podia andar com 12's porque não se destaca de ninguém. DOZE! Mal ela sabe a dificuldade que muitas vezes é para termos um 10, quanto mais um 12. Pergunto-me como é que alguém que não acabou o secundário, que não sonhou com a faculdade a pode substimar desta forma. Não sou daquelas pessoas que acha que um canudo dá cultura ou que só por terem um curso superior já são mais do que o cumum dos mortais, mas não suporto que as pessoas neguem o desconhecido. Odeio que as pessoas digam que isto ou aquilo é fácil e não suporto que venham com conversas sobre coisas que eu sei e elas não. Não entendo como é que uma mão pode desmotivar um filho desta forma a um dia da prova oral. Não entendo o porquê das pessoas serem tão más por dentro e guardarem tanta mágoa. Eu sinto-me deslocada deste Mundo.

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