Não tenho vindo aqui. Não tenho força, nem tempo. Nos últimos dias algo muito estranho tem acontecido comigo, sinto o peito pesado, choro por tudo e por nada. Ou por outro lado, só me apetece chorar. É a pressão. Pressão essa que tenho de aguentar, vinda de todos os lados. São as notas, são os meus pais, são as férias. As malditas férias que não merecem tudo o que já chorei. Porque já disse que ia e agora não tenho coragem de dizer que já não vou. Oh, é o meu pai. Hoje resolveu dizer que não é de acordo com eu ir e para eu fazer o que quiser. Situação ingrata essa de fazer o que eu quiser. Eu não quero fazer o que quero, eu quero fazer o que me mandarem. Não tenho idade, nem estaleca para aguentar a responsabilidade de fazer o que quiser. Fiz 4 exames nas últimas 2 semanas. Recebi dois. Um 14 e um 17. Do que me valeu? Do mesmo que dois zeros. Sei que não passa da minha obrigação, mas desmotiva-me a ser mais ambiciosa. A querer mais. Estou lavada em lágrimas sem querer falar diretamente com ninguém sobre isto. Com vergonha de não ter crescido. É como um nó que tenho dentro de mim que teima em revolver-se e não passar. Poucas pessoas entendem, mas com nenhuma eu quero falar. Quando tudo terminar prometo que te conto tudo o que me assaltava a psique, mas por agora, só precisava de vir aqui desabafar um pouco aquilo que não tenho forma de querer exteriorizar noutro sítio. Estou presa no meu corpo que ao fim de 19 anos sinto que nem meu é. Estou perdida e parece que a cada dia que passa me recuso a encontrar o caminho certo
p.s.: Não quero ser injusta. Adoro a minha família, mas sinto-me mal.

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