TUMBLR

sábado, 13 de junho de 2015

Tens razão. Eu nunca digo que os testes são fáceis. Não sou pessoas dos menosprezar... E odeio que o façam, penso sempre que se acham demasiado espertos. Mas aquela vinha mesmo com bom ar e só me apeteceu bater-lhe. Ela teve práticas comigo e de vez em quando lá dizia umas respostas certas. Não gostava nada dela, é demasiado espevitada para o meu gosto. Tu não és tanto. Sempre gabei a tua força, a forma como te levantavas de coisa nenhuma e ias à luta como quem nunca tinha passado por nada. Não aparentavas ter feridas, parecias ser sempre quem ficava por cima, até te deixares descobrir e saber o quão magoada eras. Não deixaste de ser forte aos meus olhos, simplesmente percebi que eras tão normal quanto eu ou qualquer outra pessoa. Normal, mas especial, sabes? À tua maneira sempre encobriste as tuas mágoas e não te deixaste fragilizar. Nunca fui assim. Sempre fui mais espalha-brasas e deixava que o Mundo conhecesse as minhas dores. Agora que penso nisso, sempre nos achei muito iguais enquanto éramos na maioria das coisas, o oposto uma da outra. Tu adoras brilhantes, eu não posso com coisas que brilhem. Tu adoras ter o cabelo comprido e eu aprendi a gostar dele mais curto. Tu pintas as unhas e eu raramente o faço. Tu estudas informática e eu não posso com  computadores e novas tecnologias em geral. Mas por detrás de todos estes antónimos, completamo-nos muito mais do que dois acontecimentos contrários. Completamo-nos de uma forma que ninguém entende muito bem, mas que também ninguém me perguntou Porquê ela? Sinceramente, também não saberia responder muito bem. Porquê tu? Podia dizer que sempre estiveste lá para mim, que és boa pessoa ou que simplesmente foi assim. Porque foi. Foi acontecendo até desacontecer. Foi crescendo até todos notarem que eu sem ti já não havia. Lembro-me que num dia nem gostava nada de ti e no outro já sabias toda a minha vida, muitas das vezes sem ta contar. Percebi que eras alguém muito especial quando começaste a acabar as minhas frases dentro de ti, quando me conheceste com simples expressões, quando olhavas para mim de uma forma especial. "Uma vez disseram-me isso e eu adorei", é. Quando te disseram isto, parei. Já não estávamos no auge da nossa relação, mas tremi. Nunca entendi se seria verdade, mas gostei. Pelo menos, eu sinto que olho para ti com olhos de ver e com um carinho especial. O resto é conversa

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