TUMBLR

sábado, 18 de julho de 2015

Há alturas do dia em que penso que já tudo está bem, ou que pelo menos tende a ficar, mas há outras em que ganho a plena noção de como tudo está mal e errado. A verdade é que quando ele me diz que perdemos a ligação que tínhamos, é semelhante a espetarem-me com um punhal no estômago, é um murro que me dão como se eu merecesse o pior espancamento da história da humanidade. Cheguei a uma idade em que não me sinto bem em sítio nenhum. Não estou bem sem os meus pais, é certo, pelo menos nos primeiros tempos, mas também não é com eles que quero estar. Isto é horrível de dizer, mas já não é aqui que desejo viver, não é aqui que me sinto de coração cheio, nem tão pouco feliz. Nem sequer alegre. E é triste querer incluir o meu namorado neste cenário familiar no qual eu própria já não me sinto assim tão à vontade, mas onde desejo que ele fique bem. É injusto eu pedir-lhe que fique, não é? É. Eu sei que sim. Sei que ele podia correr por este Mundo fora em busca de alguém que fosse mais direita, mais normal... Sei que ele podia arranjar alguém muito mais acessível e fácil de fazer feliz, mas a verdade é que de repente passaram 3 anos e se ele continua comigo é por achar que vale a pena ou que um dia pode vir a valer. Quero muito fazer com que valha, quero ser a namorada que há 3 anos não imaginava vir a ser e se um dia realmente conseguir prometo que venho aqui dizer-te. Prometo que quando for mais certa te aviso.

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