Impotência. Medo. Fraqueza. Queria relatar-te os sentimentos que mais têm passado por mim nos últimos dias, mas faltam-me as palavras. Sinto-me amarrada a mim mesma e dias que podiam ser felizes têm-se tornado em existências amarguradas. As ideias assaltam-me e se os dias são infelizes, a minh imaginação ultrapassa-os aos pontos. Ao contrário do que seria desejável, quanto mais triste me sinto, mais tristemente penso e só me recordo de dias angustiantes, de horas sufocantes em que ouvia promessas de Amor de eterno depois de tantas outras destruídas. Lembro-me do dia em que através de alguém te pedi que aparecesses na internet e disparei contra ti toda a raiva que sentia. Sabia que o condenarias, mas não era disso que precisava. Precisava que alguém entendesse porque motivo me sentia terrivelmente magoada e porque motivo ainda maior desejava com todas as minhas forças lutar por uma relação por que ninguém oferecia nada. Sempre achei engraçada a forma como ninguém dava nada pelo que eu dava tudo, mas não nesses dias em que por momentos era obrigada a dar-lhes razão. Tive de passar por uma dessas situações sem ti e consequentemente sem ninguém. Tenho de recordar esses dias sem pontos de referência e sem o apoio de que precisei. Consigo lembrar-me da força que tive e da capacidade de dar a volta por cima que se em tempos possuí, não há razão para não a encontrar agora que te tenho. Sei que as pessoas esperam muito mais de mim, mas é exatamente por tentar dar tudo a toda a gente que falho redondamente perante todos. Mas não em ti. Pelo menos nunca mostraste esperar muito e nunca te permitiste desiludir por isso mesmo. Talvez fosses demasiado inteligente ou então sabias como não sofrer. Ao contrário de mim, sempre deste aos outros muito pouco de mim. Ao contrário de mim, sempre foste muito mais racional que eu. E mesmo sabendo que isto é um pleonasmo, é assim que está bem. Porque os opostos atraem-se e eu preciso de ti como naqueles dias em que não estiveste

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