Não quero que te sintas empurrada para uma única saída sem saberes sequer o que desejas da vida. Sei que tens a capacidade e a racionalidade suficiente para deixares ser o tempo a dar-te as respostas de que precisas e que procuras agora incessantemente. Elas acabarão por vir, provavelmente quando menos precisares delas. É sempre assim. Gosto de acreditar que fui das primeiras pessoas a dar pelo clima entre vocês, mas não quero convencer-me de que isso tenha sido errado. Sei que ao fim de algum tempo de namoro torna-se difícil encararmos a probabilidade daquele não ser o nosso caminho e que é ainda mais difícil conseguirmos ver para além do fim que imaginamos. Porque como é que se acaba algo que nenhum dos intervenientes tem a certeza de querer ver acabado? É, infelizmente não tenho as respostas que desejas, mas por outro lado, tenho todas as questões que poderás imaginar e se algum dia quiseres pôr-te à prova, conta comigo... Lembro-me do dia em que meteste conversa comigo para me contares o que apoquentava esse pequenino coração e lembro-me de te dizer que estava bastante chateada contigo. Eu que nunca me havia chateado. Soubeste de imediato que no meu coração estava tudo resolvido e quis acreditar que sabias o que estavas a fazer, que já não estávamos a brincar com os sentimentos dos outros, que já havia mais coisas em jogo do que uns beijinhos. A verdade é que pareces ter levado a brincadeira demasiado a sério ao ponto de te teres embrenhado numa história que a certo ponto deixaste de desejar como tua. Faças o que fizeres, podes ficar com a certeza que tal como lá estive no princípio para te ouvir e perceber, continuo aqui sempre, de pedra e cal para me esforçar a entender-te. Mesmo que não seja fácil. Porque de outra forma não teria piada nenhuma

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