TUMBLR

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Fico triste ao saber-te assim. Nunca desejei essa condição para ti, nunca te imaginei numa posição que não fosse a tua, que não tivesses sido tu a querer. Digo que não quiseste porque não te imagino a quereres alguma coisa pela metade. Não te imagino a meio gás em nada na vida. A verdade é que nunca pensei que assentasses de vez, sempre achei que ias ser o meu discernimento... Que quando eu desejasse casar, me puxasses à Terra e dissesses que tenho só 19 anos. Que quando imaginasse  a minha vida futura e responsável me achasses uma idiota porque tu não és assim, tu tens um espírito indomável que alguém tentou domar e fez com que te sintas mal. Ainda acredito que não tenhas sido tu a escolher a rotina, que não tenhas pedido nunca a normalidade na tua vida. Também eu não a pedi, mas por outro lado, também não veio. Há alturas em que só peço um bocadinho de paz, em que me farto de dias atribulados e desisto da movimentação de discussões mesquinhas. Mas sei que é o meu caminho, sei que foi isto que escolhi e que Amo de corpo e alma. Gostava que soubesses que sempre te vi um bocadinho com a coragem que eu não tinha e que te imaginei a ser a madrinha dos meus filhos. A madrinha que os leva ao cinema e que não se importa de ficar com eles para ir eu. A madrinha que abanca lá em casa e brinca com eles nos dias em que o cansaço já não me deixar fazê-lo. Sempre te imaginei paralela à minha vida e nunca quis que chocasses com ela. Pode parecer uma visão egoísta, a imaginação de uma vida em que apenas eu podia ser completa, mas era a vontade que tinhas. Era o conhecer-te bem demais para desejar essa prisão para ti. Desculpa nunca ter zelado pela tua felicidade anteriormente, mas sempre te conheci no teu pleno... A partir de agora prometo ficar sempre aqui.

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