Talvez seja isso, sim. Talvez não passe de uma alma incompreendida no meu próprio Mundo, pelas pessoas que sempre achei que me apoiariam. Nunca pensei muito em como seria o meu abandonar do ninho, mas neste momento sei que é urgente tornar-me mais adulta e responsável. Não está nos meus planos tirar um mestrado exatamente graças à urgência que tenho em mim de me tornar independente. Espero conseguir. Espero que consigamos.
Hoje os novos caloiros receberam o e-mail a anunciar onde entrariam e esta altura é sempre boa para relembrar o ano em que também eu, em nervos, abri esse mesmo e-mail. No dia a seguir a recebê-lo. Não sei bem dizer-te como, mas não precisava do abrir para ter a certeza que tinha entrado onde queria. Sabia de alguma forma à priori que havia um lugar para mim ali e não é que houve? Lugar esse que se mantém até hoje. Até este ano porque de repente, já tudo está a acabar e ainda que não tenha adorado a vida académica e esteja desejosa da abandonar por ir dar lugar à minha independência, sinto uma certa nostalgia apenas e só por sentir que está tudo a passar tão depressa. De repente passaram 19 anos, quase 20. De repente os anos 90 já não foram há uma década, mas há duas. Sem darmos por isso passaram 5 anos desde que, a medo entrámos no colégio e fomos à apresentação. A verdade é que há dois anos era eu no lugar de caloira e hoje já sou uma veterana de capa ao ombro e a preparar a bênção e eu tenho medo. Tenho medo que a vida passe tão depressa como tudo tem passado até aqui e que um dia quando eu acordar me aperceba que já está a acabar. E logo eu que lido tão mal com fins... De repente conheço-te há 5 anos e a verdade é que parece que nunca vivi sem te saber. E que venham mais 5 e que vejas a vida passar mesmo que diante dos nossos olhos. E que estejamos sempre aqui e escrevamos as fitas uma da outra e que sejamos felizes para sempre seja lá isso como for. Que a vida seja nossa e o Mundo nunca nos deixe sozinhas

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