TUMBLR

domingo, 6 de setembro de 2015

Talvez seja isso, sim. Talvez não passe de uma alma incompreendida no meu próprio Mundo, pelas pessoas que sempre achei que me apoiariam. Nunca pensei muito em como seria o meu abandonar do ninho, mas neste momento sei que é urgente tornar-me mais adulta e responsável. Não está nos meus planos tirar um mestrado exatamente graças à urgência que tenho em mim de me tornar independente. Espero conseguir. Espero que consigamos.
Hoje os novos caloiros receberam o e-mail a anunciar onde entrariam e esta altura é sempre boa para relembrar o ano em que também eu, em nervos, abri esse mesmo e-mail. No dia a seguir a recebê-lo. Não sei bem dizer-te como, mas não precisava do abrir para ter a certeza que tinha entrado onde queria. Sabia de alguma forma à priori que havia um lugar para mim ali e não é que houve? Lugar esse que se mantém até hoje. Até este ano porque de repente, já tudo está a acabar e ainda que não tenha adorado a vida académica e esteja desejosa da abandonar por ir dar lugar à minha independência, sinto uma certa nostalgia apenas e só por sentir que está tudo a passar tão depressa. De repente passaram 19 anos, quase 20. De repente os anos 90 já não foram há uma década, mas há duas. Sem darmos por isso passaram 5 anos desde que, a medo entrámos no colégio e fomos à apresentação. A verdade é que há dois anos era eu no lugar de caloira e hoje já sou uma veterana de capa ao ombro e a preparar a bênção e eu tenho medo. Tenho medo que a vida passe tão depressa como tudo tem passado até aqui e que um dia quando eu acordar me aperceba que já está a acabar. E logo eu que lido tão mal com fins... De repente conheço-te há 5 anos e a verdade é que parece que nunca vivi sem te saber. E que venham mais 5 e que vejas a vida passar mesmo que diante dos nossos olhos. E que estejamos sempre aqui e escrevamos as fitas uma da outra e que sejamos felizes para sempre seja lá isso como for. Que a vida seja nossa e o Mundo nunca nos deixe sozinhas

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