TUMBLR

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Venho aqui hoje desabafar sobre um assunto que honestamente ainda não tive coragem de falar a alguém... Sabes, odeio que as pessoas se metam nos sítios onde eu sinto que não são chamadas. Odeio ainda mais quando esses sítios são meus, mas também sei ver e admitir quando há mínima possibilidade de terem razão... E eu não querer ver. A minha avó tem muito esta mania, mas eu tenho a certeza que é a zelar sempre meu bem... Sabes, ela avisa-me vezes infinitas para a forma como trato e fomento a relação com o Paulo. Alerta-me um sem número de vezes para o facto dela saber o que eu ainda não sei e que os homens não aguentam muito tempo o controlo, a pressão, a prisão que muitas vezes parece ser viver comigo. Eu limito-me a sorrir para não chorar e a dizer que eu é que sei... Como se eu soubesse alguma coisa da vida. E eu temo dentro de mim e o mais secretamente que consigo que ela tenha razão. Que eu um dia, algures na minha experiência de vida conclua que ela sim tinha razão. Temo que eu seja demasiado controladora, quando tudo o que eu quero é que ele não prive com elas, sempre achei que isso era pedir pouco depois de tudo o que me vi obrigada a privar pelo bem estar dele, mas a verdade é que estas observações me deixam a pensar quando estou sozinha, perdida em pensamentos maus. Preciso de saber que estou errada, ou que estou certa, o que eu duvido. Preciso que alguém se meta sem se intrometer e sem me afugentar, o que é difícil. Acredito que o tempo me dará estas respostas, mas eu não tenho assim tanto tempo para mudar. Tenho medo de perder tudo, por querer o resto. 

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