Quero que saibas que todos os dias, sem exceção penso em ti. Depois disto, quero dizer-te que de repente me lembrei de como seria tudo isto há um ano. Se há um ano também pensava em ti assim... Se já tinhas voltado para onde, na minha opinião, nunca deverias ter saído. Não tenho bem a certeza de nada, mas sei que não há-de faltar muito para fazer um ano que tomaste a iniciativa de enviar um e-mail, se é que se pode chamar iniciativa a um e-mail que apenas respondia aos 10000 que eu já tinha enviado, acho que era quase como o mínimo, um mínimo que ainda assim que me encheu o coração e o aqueceu ao ponto de querer que entrasses para te aquecer a ti e ao frio que contigo trazias. Porque eu sabia que fosse quando fosse, o teu regresso viria carregado de nevoeiro e incerteza... Cheio de medo. Estive agora mesmo a reler os teus textos, a ter a certeza de que tudo tinha acontecido mesmo da forma como eu me lembrava que tinha acontecido. Sei que nada compensa a falta que ambas sentimos durante aquele longo ano, mas os (poucos) momentos que partilhámos depois de tudo isso já compensou. Tenho a certeza que vivi demasiado sem ti e não me consigo lembrar se há algum acontecimento que me tenha esquecido de te contar, mas sei que quero dizer-te tudo mesmo que seja daqui a 5 anos, quando me conseguir lembrar. As pessoas que te conheceram não como eu, mas ao mesmo tempo, achavam uma estupidez eu aceitar tudo de bom agrado, quer a ida, quer a volta. Aliás as pessoas não compreendiam o porquê de eu insistir, de eu telefonar, de eu falar... Isso de certa forma tirou-me as forças, mas não a esperança. Tenho este dom, o de fazer pelos outros o que sei que jamais fariam por mim e a cada dia que passa tenho mais certeza disto, sabes? Mas realmente valeu a pena porque quem é vivo sempre aparece e sei que no dia em que te apareci (por trás) e te preguei um susto de morte não eras tu quem ali estava, não eras tu que estavas a aparecer... Continuei a esperar e hoje quando penso que ficaste sentada à espera que virasse costas, sei que não seria a melhor coisa a fazer porque ainda não era o momento, ainda não estavas pronta. Se calhar nem eu... Gosto de ti, sabes? E ainda bem que aqui chegaste, escreveste e foste até ao fim do Mundo para eu poder ler. Ainda bem que lutaste pela tua felicidade, que te lembraste de como era antes de tudo o que achavas certo e nasceu em ti sede de voltar a ser feliz. Ainda bem que tudo mudou num ano e que ainda assim aqui continuamos... Obrigada miúda. Obrigada pelos textos, pelas provas, pelo amor incondicional.... És a maior.
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