TUMBLR

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Sei que nada é tão mágico, nem tão pouco imediato como imaginamos e nos dizem que costuma ser nos filmes e sei que aqueles dias longos que planeamos durante meses a passear à beira rio ou baixa adentro raramente acontecem no culminar da felicidade que uma vez vimos na telenovela. Sei que raramente se dão clicks repentinos na nossa mente e que praticamente todos os passos que o comum dos mortais da hoje em dia tem de ser infimamente pensado, seja porque motivo for. Quer seja para ano ser assaltado, quer seja para não encontrar a pessoa que evita, quer seja a decisão que alterará o rumo de toda a sua vida ou a simples decisão do que comer de manhã, ao pequeno almoço. E depois sei que há dias em que nos levantamos da cama determinadas a recordar alguma coisa profundamente enraizada em nós e que até o fazermos sentimos um aperto no peito, qual medo infundado e sabia que contigo tinha assim, naquele dia. Quando vi o e-mail já tinham passado umas horas desde o momento em que o tinhas enviado e tive medo que não o tivesses feito com o objetivo de estabelecer uma conversa ou qualquer nova ligação. Tive medo de responder a quente, apesar do frio que fazia naquele dia de Fevereiro e sentei-me no sofá a pensar. Tinha as lágrimas nos olhos, mas eram lágrimas sortudas. Eram lágrimas felizes assim como eu, significasse o que significasse aquele e-mail para ti, para mim queria dizer que em mais do ano tinhas pensado em mim pelo menos nos 10 segundos que demoraste a escrevê-lo. Mesmo com a demora do descobrir ainda decidi esperar para responder. Não queria ser demasiado brusca para não te afastar, mas também me recusava a ser benevolente porque não merecias isso de mim. Queria esperar que o Paulo chegasse do jogo para lhe contar, mas a verdade é que não aguentei esse tempo todo e carreguei no botão que dizia qualquer coisa como  Enviar. Quando ele chegou duvidou que tu respondesses a tamanha coragem, mas mal sabia ele que já o havias feito e que estabelecêramos conversa como se não nos falássemos há apenas 1 semana. A verdade é que já não guardava em mim a esperança que desses o braço a torcer, eu já me limitava a acreditar que um dia te arrependerias de deixar tudo para trás por nada. Porque ele não valia grande coisa aos meus olhos e tu devias ter percebido isso... Mesmo não sendo a namorada mais liberal do Mundo, mesmo sendo uma das menos compreensivas que existem, eu sei os meus limites e conheço também os das pessoas à minha volta. Percebo melhor do que ninguém o facto de tu não o teres querido culpar pelo teu afastamento do Mundo. Tu não querias que pensassem mal dele, achavas até que a decisão tinha sido tua, mas espero que já tenhas percebido agora com a devida distância que ele não deixou que fosses tu a decidir... Ele decidiu e depois convenceu-te que era a tua vontade, mesmo sabendo que isso era do mais cobarde possível. Aqui entre nós, ele nunca foi lá muito adulto, pois não? Sempre tive curiosidade no que ele te teria respondido depois de lhe teres dito ao telefone que ias desligar porque eu estava ali. Porque a Daniela estava ali. Sei que demorou e tenho quase a certeza que não estavas a ouvir. Ele sabe lá o que é uma mulher em pulgas por resolver o que a faz tremer só de pensar... A verdade é que passou um ano, podem passar dois, três, quatro, que eu nunca me vou farta de recordar dia em que me respondeste e me falaste como se nunca tivesses ido a sítio nenhum, como se nunca tivéssemos deixado de nos conhecer. A verdade é que o bem ganhará sempre no fim e que aí, eu vou estar cá para (te) ver porque tu mereces o melhor fim do Mundo. Do tipo E viveram felizes para sempre.... 
te afastar, mas também me recusava a ser benevolente porque não merecias isso de mim. Queria esperar que o Paulo chegasse do jogo para lhe contar, mas a verdade é que não aguentei esse tempo todo e carreguei no botão que dizia qualquer coisa como

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