(pára a música do blog e ouve esta.)
Os primeiros momentos sem ti foram uma morte. Apesar de ter passado o Verão inteiro sem noticias tuas, não havia ainda desistido de ti e aquela quebra... Era definitiva. Eu senti. Sabia que havia uma razão muito forte para não dizeres nada, só não a conhecia. Hoje ouvi uma música e não querendo ser spoiler, quis mostrar-ta. É muito especial. Arrepio-me e chego a chorar ao ouvi-la. Gosto de ti e sei que foi um longo dia sem ti, dia esse que acabou e no fim, contei-te tudo o que aconteceu no momento em que voltei a ver-te. Porque para mim, falar contigo é como poder ver-te, é sentir-te. É saber onde estás e como estás. Foi o que mais falta me fez, sabes? Saber como estavas. No secundário era tudo tão certo... Podia não falar, mas sabia que ali estavas acontecesse o que acontecesse e que se algo acontecesse, eu saberia. Porque no primeiro dia em que não aparecesses, no primeiro dia em que aquele lugar no meio da sala não fosse ocupado por ti, eu seria a primeira a dar pela tua falta. Eu seria a primeira a ir saber de ti. Não é egoísmo, não é arrependimento... É saudade. É um querer voltar àquele sítio, àquela calma... Ao poder acordar meia hora antes de entrar.
Eu nunca pedi para sair dali. Eu nunca quis sair dali. Querendo ou não, gostando das pessoas ou não, criámos laços e havia uma família no meio da intriga e da inveja. Havia uma amizade, havia elos que eu não queria que se quebrassem. A verdade é que as amigas não gostavam de mim, mas aceitaram-me na casa delas. Comi, vivi e ri muito com todos eles... Foi bom partilhar aqueles dias com alguém. Foi bom aproveitar a viagem com mais do que uma pessoa... A verdade é que não tinha uma relação perfeita com o Tiago, mas ainda hoje falamos com ele. A verdade é que mesmo sem conversas, todos quiseram participar na surpresa do Paulo... E eu tenho saudades disso. Tenho mesmo. Parece que só ali a minha vida fazia sentido, só ali eu era parte integrante de alguma coisa, mesmo não parecendo. Parece que estamos todos separados, mas que no fim, haverá sempre algo a unir-nos. Tal como a nós as duas,. Aconteça o que acontecer, as memórias vão unir-nos e mesmo que voltemos a separar-nos, viveremos para sempre num canto do coração uma da outra. Talvez guardadas, talvez escondidas, mas não mais sairemos de lá. E se não mais nos virmos, acredita, vamos reencontrar-nos num sítio muito melhor que este

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