TUMBLR

sábado, 9 de maio de 2015

É por ter exatamente a mesma perspetiva da minha vida que me dou ao luxo de viver grandes prazeres de vez em quando. Sempre que posso saio e passeio. Nem sei bem onde quero ir, só sei que quero... Ir. Valorizo todos os momentos com a minha família, mas estar com ele acaba por se tornar sempre especial. Às vezes sinto-me ingrata por pensar assim, outras vezes penso que consigo dar para todos e consigo. Um bocadinho aqui, outro ali. Os meus pais acabam por perceber e já me disseram que não me posso sentir mal, afinal, também tenho de ir à minha vida. De repente, parece que tudo se tornou demasiado real e concreto. Daqui a um ano, se tudo correr bem, estou à beira de acabar o curso. Com a pasta numa mão e uma aliança de compromisso na outra, tenciono mesmo ir à minha vida. Não quero empatar mais, nem a mim, nem aos meus pais. Sinto que daqui a um/dois anos vou começar a sentir que sou uma mera despesa cá em casa e não é isso que quero. Quero ter o meu canto, quero ter a minha casa, mesmo que isso implique trabalhar para pagar contas, mesmo que implique mudar tudo de uma só vez. Tenho um desejo enorme de me casar. Quero casar no Verão, pela igreja e vestida talvez não de branco, mas de creme ou assim. Afinal, a pureza que algum dia poderei ter tido, já se foi toda. Quero ter o Paulo à minha espera no altar e quero chegar muito atrasada para ter a certeza de que todos me vêem entrar. Quero ir num descapotável para, no caminho para igreja, as pessoas poderem ver-me a mim e à minha felicidade. Ao sorriso que certamente trarei no rosto. Quero um véu gigante e que o vestido tenha saia de princesa e decote em coração. Quero uns sapatos com uma cor forta, só ainda não decidi qual, mas é provável que venham a ser cor de rosa. Quero que a igreja tenha uma escadaria antes da porta para poder tirar a fotografia de grupo tal e qual antigamente. Quero que os convites sejam em forma de quantos queres e que o tema do casamento seja Jogos. A minha mesa vai ser a da sueca, afinal, tudo começou aí. Vai haver outra que vai ser matraquilhos e as outras decidiremos juntos. Quero uma música para quando entrar na igreja e outra para quando entrar na boda. Em tempos sonhei com a boda na praia, mas não sei se será viável, portanto, reduzo-me a uma quinta. Mas que seja bonita. Quero que não só eu, mas todos os que forem, sintam a felicidade e o significado que esse dia terá para mim. Quero que percebam que sonho com este dia desde os 16 anos e que desde então não me sai da cabeça. Tenho uma vontade enorme de experimentar vestidos de noiva e se por um lado, sei que nessa altura vou sentir o peso da responsabilidade, por outro vou também saber que da minha vida, fui eu que cuidei. Até lá

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