8:36 a.m.
Acordei há 21 minutos, mas parece que já passaram uns 50. O tempo não passa, o relógio teima em repousar, estou só comigo. A raiva que sinto não me deixa descansar, mesmo sabendo que tenho vontade. Afinal, dormir é solução para quase tudo. Mas se por um lado, acordei há um bocadinho, faço questão que saibas que não durmo desde as 3:30. Nada bem. Revolvi-me na cama toda a noite na esperança de encontrar o meu sossego , alguma lacuna na minha psique que não se lembrasse de ti. Mas não, cada pedaço do meu corpo e alma quis saber o que havias feito, ou por outro lado, o que não fizeras. Magoas-me de forma tão profunda como só tu és capaz de fazer. Não dás valor. Mas tudo como garantido, dás tu. Isso sim. Vanglorias-te de feitos miseráveis, exiges a minha presença sem nunca seres capaz de te lembrar que desses feitos também já eu vivi e sozinha, sem rede. Sem ti. Se falhasse, estarias sempre lá para me apontar o dedo e se não falhasse, não comemorarias comigo. Nunca seria suficiente. Nunca é nada demais. Só quero que te lembres que eu também tracei a capa e também te pedi que estivesses presente. Com toda a tua relutância disseste que não e mesmo assim, a esperança em mim não morreu. Só queria que vislumbrasses no teu pensamento, a minha reação assim que te visse e corresses para mim. Queria que imaginasses o quão importante seria sentir-me amparada e segura, naquela noite a que não pertencia. Passaste as poucas horas que deixei aquilo durar chateado sem razão alguma, só porque sim. Ou melhor, tu disseste que não era nada, mas falavas mal. Mensagem atrás de mensagem, respondias como se te devesse alguma coisa pelo simples facto de ali estar. E hoje? Também estiveste e não foi por isso que resolvi chatear-me. Não. Chateei-me pelo peso que metes em tudo o que fazes e pela forma insignificante como tratas a minha existência. Hoje eu jamais poderei ripustar em relação a alguma coisa porque afirmas que dás o teu melhor. Afirmas que o problema ainda meu porque ver erros. Achas que os outros erram sempre em teu lugar e isso, lamento, mas é problema teu. É problema teu não saberes meter-te na pele de outras pessoas, é problema teu não aceitares que fazes os outros sofrer, que os magoas vez após vez. É problema teu falares sem medir as palavras e acertar o tom. É problema teu nunca valorizares o que por ti fazem e ainda achares isto uma brincadeira. Bem vindo ao mundo real, miúdo, onde tens de fazer tanto como os outros para não seres eliminado.

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