Tenho mil e duas coisas para fazer hoje e sim, tem mesmo de ser e duas porque são muitas e eu gosto de ser exagerada, mas continuando. Tenho mil e duas coisas para fazer ainda hoje, mas não me perdoaria se não viesse aqui falar hoje. A verdade é que arranjei uma desculpa qualquer para poder estar contigo, podia ser só um encontro, mas eu meti na cabeça que tinha de ser uma almoço. É verdade que o meu dom do exagero reina até aqui, mas foi tão bom e valeu tão a pena... Antes de chegar receei que as coisas não corressem tão bem como da primeira vez e que o assunto não se limitasse a fluir. Tive medo que chegássemos e parecêssemos quatro atrasados mentais sem pontos em comum, mas assim que te vi, essas dúvidas morreram. Depois tive medo que não gostassem do almoço, que fosse tudo uma porcaria e que me sentisse envergonhada por ter escolhido aquele sítio, mas pelo contrário, apareceu um empregado simpático. Mais simpático do que eu alguma vez havia apanhado por aquelas bandas. Depois era o medo que todos se quisessem ir embora e eu não queria. Chegámos aos carros e eu não queria e parava e dizia, tudo para que o momento se atrasasse. Cheguei ao carro. Eram 13:30h, o Paulo disse-me Ainda não podemos ir para tua casa, eu vi as horas e pensei É demasiado cedo para a deixar ir e perguntei-lhe o que ele achava de te telefonar a pedir que fôssemos dar uma volta. Ele disse, Vamos lá ter com eles... E fomos. Quando vos vi, voltei a ter medo que vocês tivessem de ir estudar e que me dessem essa justificação para não poderem ficar, mas foram tão prontos a aceitar que me senti a pessoa mais feliz do Mundo. Caminhámos. Falámos e recordámos. Somos a prova de que as coisas acontecem e que passam com a mesma velocidade a que acontecem. Talvez não com a mesma facilidade, mas certamente com a mesma fugacidade. Perco-me nesta rapidez dos dias, nenhum me chega para fazer tudo o que quero, mas de repente este tornou-se completo. És linda. E estavas linda. Aliás, acho que sempre te conheci assim mesmo e nem por um segundo invejei essa tua beleza. Nunca desejei ser como tu porque já te tinha de uma forma tão certa e minha que não precisava da ter para a ter. Entendes? Mas continuando... Estás muito mais bonita do que me lembrava e quero ver-te muitas mais vezes do que pensei. Quero mais disto, quero mais de tudo. Quero mais de ti. Obrigada por me fazeres parar um bocadinho, obrigada por me fazeres entender que não sou má e que ao contrário do que sempre pensei tenho a capacidade de perdoar e que é provavelmente a minha grande virtude. Obrigada

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