TUMBLR

terça-feira, 13 de outubro de 2015


Ok... Passou mais tempo do que era suposto desde a última vez que te escrevi, mas tudo tem uma justificação. Os meus pais passaram os últimos dias em peregrinação a Fátima e eu fui ter com eles. De carro, pelo auto estrada, na viagem mais longa que conduzi até hoje e completamente sozinha. Meti o volume no máximo e cantei até me doer a cabeça. Chovia, mas eu sabia que ia chegar sã e salva onde me esperavam. Sei que não és devota a nenhuma espécie de entidade, lembro-me perfeitamente de quando algures na nossa história nos foi pedido para que desenhássemos a imagem que temos de Deus e tu deixares a folha em branco. Acho difícil que ainda hoje não tenhas sentido nunca a necessidade de acreditares que há alguma coisa acima de todos nós, acho difícil ainda te achares dona do Mundo e de todos os acontecimentos ao redor da tua vida. Aceito que uses qualquer outro nome ou conceito para definir o que comanda a vida... Podes acreditar até que é o sonho. Mas duvido muito que depois tudo o que viveste, o que foste obrigada a viver e depois da força com que te lançaste para a vida, ainda não acredites que não há coincidências. Hoje, pela primeira vez, resolvi voltar ao momento em que, de alguma forma, te arrependeste de toda a merda que fizeste. Eu acredito que algo em ti mudou naquele momento, graças a alguém, a quem eu pedi mesmo muito. Porque eu chorava. Eu gritava. Eu discutia por ninguém entender a falta que me fazias. Eu sabia que depois de ti não havia mais anda. Não havia melhor amiga, não havia confidente... Depois de ti não haveria confiança sequer. E de repente chegou aquele e-mail. Aquele e-mail que me fez tremer e acreditar por segundos que ia voltar a ser tudo como era. Mas depois... Depois não. Depois caí em mim e convenci-me de que quem faz um, faz duas ou três. Respondi-te a medo e o meu coração teve a certeza que responderias. A razão inclinava-me para o facto de se ter passado mais de um ano, mas o meu coração dizia-me que estavas ali como sempre... Cheia de dúvidas e com tantas saudades como eu. Foi no dia 21 de Fevereiro. E tu podes pensar Ok... E o que é que isso tem de especial? Tudo. Foi no dia em que passavam exatamente 3 anos após a minha primeira mensagem para o Paulo. Um novo começar no timing certo. Não há coincidências. Hoje, não é dia 21... Não. Não fiz essa proeza. Mas passados 8 meses, quase tantos como os suficientes para ter um filho, a tua vida deu uma volta de 180º e continuas feliz. Continuas comigo, num mundo muito mais ideal e feito à tua medida. És fiel a ti própria e não te sentes uma incompreendida num Mundo vazio tal e qual uma folha de papel branco sem nada escrito. Tal e qual como desenhaste naquela aula, digo isto porque naquele ano e pouco foi assim que me senti. Ainda bem que voltaste e faz um favor a todos nós... Sê feliz.

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