TUMBLR

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Também devia estar a estudar, sabes? Sinto-me desiludida comigo própria por não ter começado este ano com o entusiasmo habitual. Não tenho uma sede enorme de vir para casa estudar, não tenho vontade de pegar num único livro, numa única aula. Escolhi as optativas erradas, começando por aqui. Desculpa, mas não sei como é suposto escolher 4 cadeiras com base em duas linhas a resumi-las. É difícil tomarmos decisões sem bases concretas, sem sabermos ao certo que implicações iremos retirar dessas mesmas decisões, que consequências iremos sofrer. Tudo começa quando temos de escolhar uma área logo a seguir ao nono ano. No nono ano. Hoje que olho para trás, vejo que somos umas crianças quando nos obrigam a escolher o princípio do nosso futuro. E mesmo assim arriscamos, sem a mínima noção do que estamos a fazer. Talvez por isso, os mais racionais escolham o mais vasto, o que lhes abre mais portas. No fim desse percurso, já temos uma ideia do que queremos seguir, mesmo que a descoberta tenha sido, que não é nada daquilo que fizemos nos últimos 3 anos que antecedem a entrada para a faculdade. Aí sim, a confusão completa. Como é que suposto eu saber que curso quero escolher, para que universidade quero partir sem poder experimentar todos os outros? É uma real dificuldade fazer uma escolha sem conhecermos todas as opções. Vejo-me perdida sempre que em obrigam a tomar decisões. Não sei o porquê de estar a escrever tanto sobre uma coisa que pouco tem para dizer e em que esse pouco está mais que dito, mas sinto-me ligeiramente perdida... Acho eu. Sei que estou no curso certo, mas não quero as cadeiras que escolhi. Não há volta a dar, mas pelo menos deixem-me desabafar sobre isto. Para ver se o peso deixa de me custar tanto assim. Estamos em estádios diferentes de felicidade, mas quero que saibas que se isso realmente correr bem, se realmente for para durar e se for assim tão bom quanto afirmas, vai durar para sempre. Essa felicidade, essa paixão, essa fome de tudo. Podem passar meses, podem passar anos... Tu e ele vão continuar felizes e entusiasmados, se realmente valer a pena. Eu sinto-me tão feliz como se tivesse começado tudo há 6 dias. Eu sinto-me tão feliz como se hoje alguém me dissesse que vou passar o resto da minha vida ao lado dele. Porque eu sei que vou e que mesmo que algures na nossa história nos digam que não, se ao longo do tempo um de nós cair na tentação de desistir, tenho a certeza que o outro vai lá estar para oferecer um abraço e fazer ficar... Quero muito que estejas assim feliz e que te sintas assim segura. Quero-te muito bem, miúda... Acredita.

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