TUMBLR

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Sei que ainda ontem escrevi e que tentei explicar-te ao de leve tudo o que se tem passado em mim, mas a necessidade de aqui vir chorar foi demasiada para vencer. Sabes? Não acho o ciúme nada estúpido. Gosto que sintam ciúmes de mim e ao contrário das outras pessoas gosto de sentir ciúmes das pessoas que Amo. Faz-me sentir viva por dentro e sã por fora, pois sei que no dia em que me for indiferente ver as minhas pessoas com outros alguéns, saberei que dentro de mim nada poderá estar bem. Por isso deixo-me ir na maré de ser ciumenta, depois de ver que quem tem de aguentar, aguenta. O que me chateia realmente é a insegurança que nasce dentro de mim. É um medo, um terror, um pavor, crescem-me palpitações, gelam-me as extremidades enquanto fico cheia de calor. É um contra senso, eu sei, mas sempre foi assim comigo. Talvez seja isto os suores frios, eu cá não sei. Dou por mima  escrever este texto e a deixar-me chorar sem razão aparente, enquanto repito na minha cabeça milhentas vezes que não há-de ser nada. Sabes? Dentro de mim, lá muito ao fundo, eu sei que  isso não é verdade e sei que as minhas inseguranças também não são infundadas. Sabia que a distância dele não podia advir só do facto de estar com as irmãs, com o primo ou com o pároco lá da terra. Eu no fundo, sempre soube que procurava demasiado e que um dia iria provar do meu próprio veneno, desta minha sede de saber tudo que nunca fez mal, também nunca fez bem a ninguém. Ouço músicas atrás de músicas enquanto me vingo a fazer apontamentos para Sociologia do Trabalho e da Empresa, não sei se alguma vez te contei, mas os nervos e a raiva sempre me deram para estudar até não aguentar mais, até ser vencida pelo cansaço. Já tentei deitar-me a ouvir música e deixar-me ir, enquanto o sono me embala, mas não é possível ouvir uma única música sem me lembrar dele e consequentemente de toda a merda que tenho dentro de mim. 3 anos e meio é demasiado tempo para eu ter de reaprender a viver. É como teres um acidente que retire todas as tuas capacidades depois de já as teres adquirido. É como tirarem-te o tapete de que sempre cuidaste e que sempre estimaste no hall de entrada de tua casa. Agora que penso nisso, o tapete do meu hall não é nada bonito, nem estimado, mas continuando... Acho que me sinto mais leve agora que passei para algum sítio o que me passa neste momento pela cabeça. Entretanto passaram 20 minutos e já só faltam pouco mais de 10 para ele voltar. Vou esforçar-me para não explodir à priori. Vou esforçar-me para nem sequer lhe telefonar. Sempre preferi falar por mensagens, mas quando tenho a fúria de uma mulher magoada dentro de mim acho sempre que uma simples mensagem, mesmo que totalmente escrita em caps lock, não trespassa o turbilhão que dentro e fora de mim acontece. Espero que me entendas e que me saibas pôr um travão, visto que por mim, já estaria em Belém a fazer-lhe uma espera. Espero que não deixes de estar aqui para mim porque estou a precisar muito agora, miúda.

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